mae_campinense_ornamento

 

Bibiano Silva veio estudar no Recife em 1906, no Liceu de Artes e Ofícios, com o apoio de contribuições coletadas por iniciativa do pároco da cidade, admirador e surpreendido com o talento do menino. Servindo-se do seu irmão José como modelo, talhou em madeira o Cristo na Cruz.

São de sua autoria os dois grupos de esculturas: A Justiça e o Homem e A Justiça e a Família, localizados no alto da fachada do Palácio da Justiça, no Recife, Pernambuco. Em levantamento inicial foram localizadas obras suas em oito dos estados do Brasil.

Junto a artistas, professores e intelectuais pernambucanos como Murilo La Greca, Heinrich Moser, Mário Nunes, Mário Melo, Henrique Elliot, Emilio Franzoni e outros, participou do “Comitê Pró-Escola de Belas Artes de Pernambuco”. A orientação era seguir os parâmetros da Escola Nacional de Belas Artes nos aspectos conceituais, na dinâmica pedagógica e na organização espacial. Com este fim, em 1929, partiu para o Rio de Janeiro, então capital do pais.

A Escola de Belas Artes de Pernambuco foi oficialmente fundada em 15 de julho de 1932, sendo Bibiano Silva o seu primeiro diretor e onde seguiu lecionando. A partir daí os esforços se dirigiram para a conquista da federalização da Escola, reconhecida em 1945 pelo Ministério da Educação. Com a reforma do ensino, em 1976, durante a ditadura militar, a Escola de Belas Artes foi extinta.

No Recife, Bibiano exerceu o magistério na Escola de Belas Artes, na Escola Técnica do Recife e no Liceu de Artes e Ofícios.

Revelando o seu lado empreendedor e técnico, Bibiano Silva criou no Recife uma marmoraria destinada ao trabalho em escala, o que gerou emprego para jovens aprendizes na produção de bustos e lápides para conjuntos escultóricos tumulares. Uniam-se aí artes e ofícios, ateliê e oficina, para gerar o produto final da obra escultórica.

Comprometido com a luta por uma educação artística de qualidade, professor, empreendedor e artista, Bibiano Silva amava a beleza e buscou na vida a perfeição da forma.